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domingo, 15 de dezembro de 2013

Livros - Resenha: Carrie, a estranha

Olá pessoal, eu queria compartilhar aqui a minha opinião sobre um livro que li essa semana. Uma das histórias mais conhecidas de Stephen King que recentemente teve uma adaptação cinematográfica Carrie, a Estranha é uma história com ar sombrio que com tanta bizarrisse sobrevive até hoje.




Título original: Carrie
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 200






Carrie é um livro que aos poucos te envolve e tenta mostrar acima de tudo, a essência do ser humano.
Na história, Carrie White é uma adolescente que sempre foi excluída e zombada por seus colegas de classe. Ela nunca se encaixou em um grupo, nunca teve um namorado, amigos ou até mesmo alguém com quem pudesse contar. Perdeu seu pai e sua mãe é uma fanática religiosa, que toma tudo que se pode desfrutar da vida como pecado. A mãe de Carrie para mim foi um dos personagens mais fortes, muitas vezes rejeitando sua própria vida, se sentindo incomodada com seu próprio corpo e que sufoca a filha com a religião. Claro que existem casos de fanatismo religiosos hoje em dia mas a de Margaret White se estende a um outro nível, chegando a trancar sua filha dentro de um armário para que ela possa “pedir perdão por seus pecados”. Por Carrie eu já senti simpatia, logo no primeiro capítulo cheguei a ficar com dó da personagem, ver o que acontece com ela é torturante e perturbador.
O maior charme do livro é sua narrativa que não segue uma linha sequêncial. Com trechos de “outros livros” e manchetes de jornais na qual relatam os acontecimentos da noite do baile dão a perspectiva de outros personagens, que a princípio parecem descartáveis mas são de extrema importância na trama. O livro de Sue Snell e o The Shadow Exploded são os mais citados (ambos são fictícios, existentes apenas no mundo de Carri)e. O que me irritou algumas vezes pois quando queria avançar para saber mais da história lá vinham os outros pontos de vista recontando o que havia acabado de ser descrito. Mas isso de um jeito ampliou a riqueza da história.

Para o que suspeito ser um dos primeiros romances de King é muito bem escrito. Como li na edição para Kindle mal vi as 200 páginas passar e devorei o livro em três dias. Só tenho a reclamar dessa edição de uns três ou quatro erros que acredito ser de digitação mas no restante só tenho coisas boas a dizer. Se você procura um romance sombrio mas não sombrio o bastante para te dar pesadelos essa é uma boa pedida.

 Nota: 3/5 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Resenha - Garota Infernal

Oi pessoal, tudo bem?
Eu confesso que não gosto de filmes de terror, mas quando eles tem um toque mais trash eu não resisto em assistir. Mesmo não tendo essa intenção o filme "Jennifer's Body" escrito por Diablo Cody me passou essa impressão. Eu amei a história e tudo o que o envolve essa obra, por isso não tive como não ler o livro inspirado no roteiro.



Título original: Jennifer's Body
Autor: Audrey Nixon
Editora: Galera Record
Páginas: 192













Não coloquei a sinopse do livro aqui porque ela já nos traz grandes spoilers sobre a história! Mas como sempre tento iniciar as resenhas com uma sinopse feita com minhas palavras aí vai.
O livro conta a história de Needy, uma adolescente meio deslocada que mora em uma cidade pequena, daquelas em que todos os moradores se conhecem. Ela é a melhor amiga de Jennifer, uma linda líder de torcida que chama a atenção de todos os garotos quando passa. Mesmo sendo muito diferentes elas são realmente amigas, juntas desde a infância, sempre agindo como irmãs. Até que certo dia Jennifer convida Needy para ir a um show no bar da cidade onde uma banda de Indie Rock vai se apresentar, Jennifer só quer ir para dar em cima do vocalista mas essa noite acaba de modo trágico quando um incêndio mata várias pessoas que estavam no local do show.
A partir desse dia Jennifer se torna uma pessoa completamente diferente, Needy suspeita que isso tenha a ver com o fato de que Jenny passou o resto daquela noite junto dos membros da banda Low Shoulder. Ela não fala sobre o que aconteceu com ela e isso começa a mudar o relacionamento das duas.
Se não bastasse isso, assassinatos estão acontecendo na cidade, jovens garotos estão sendo mortos e partes de seus corpos parecem ter sido arrancadas e até mesmo comidas. Mas quem pode ser o assassino em uma cidade tão pequena?
O livro Garota Infernal é baseado no roteiro de Diablo Cody, e diferente desse se passa em primeira pessoa. No filme nós temos uma narração de Needy. a protagonista, mas também vemos cenas com outros personagens (como Jennifer) mesmo quando ela não está presente. No livro isso não acontece, por se passar em primeira pessoa nós podemos entender um pouco mais do que se passa na cabeça de Needy, e acompanhamos as descobertas e mudanças de Jennifer junto dela, o que nos dá um ar de investigação. A trama se parece com um romance policial no qual tentamos descobrir quem comete os assassinatos e por que faz isso.
A linguagem é bem simples mostrando a mente dessa adolescente. Mostrando como ela lida com os assassinatos e como ela mesma parte em busca de respostas. Mesmo que o "vilão" esteja bem claro desde o início o porque dele fazer isso é uma surpresa para aqueles que não viram o filme. Além de tornar a maior parte das cenas mais sangrentas e violentas do que a versão cinematográfica.
Eu diria que os dois se completam, eu amo o filme e gosto de várias cenas dele que não são mostradas no livro, mas com a história impressa tive a impressão de uma verdadeira história de mistério misturado em sangue e hormônios.

 Nota: 4/5 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Resenha - Paranorman

Oi pessoal, tudo bem?
Mesmo que num ritmo bem menor eu estou voltando a minha rotina de leitura, e quem me conhece sabe como amo histórias infantis por isso decidi pegar um livro que tem crianças como seu público alvo mas mesmo assim nos traz uma história não muito... comum para esse público.


Título original: Paranorman
Autor: Elizabeth Cody Kimmel
Editora: Salamandra
Páginas: 244

Sinopse: Noman Babcock tem o poder de falar com fantasmas. Até aí, tudo bem. A não ser pela amolação de Alvin, um dos valentões da escola, ele poderia passar a vida sendo sempre o "esquisitão" da cidade, e pronto. Mas o que está ruim sempre pode ficar pior. Quando a lenda da maldição lançada por uma bruxa sobre a cidade de Blythe Hollow demonstra ser real e um bando de zumbis sai da tumba para assustar os moradores, Norman descobre que tem outros talentos, e que precisa utilizá-los para salvar milhares de vidas. Com ilustrações divertidas e uma história que conta mais do que você vê no filme!


Norman Babcock é um menino que não tem amigos e vive sendo importunado pelos valentões de sua escola, seus pais não o entendem muito bem e seu relacionamento com a irmã é meio complicado, ele pode até se parecer com muitas outras crianças se não fosse o fato de que Norman tem o dom de ver e conversar com fantasmas. Não só pessoas que se foram dessa pra melhor mas também cachorros, sapos e todo ser "morto" que esteja a sua volta.
Os fantasmas ao perceber que Norman pode ouvi-los se aproveitam dessa situação pedindo favores, geralmente de coisas que não puderam fazer ou dizer antes de ter morrido. Por isso Norman, não importa aonde esteja está sempre rodeado de espíritos e ele não consegue simplesmente ignorá-los o que faz com que seu pai, um homem que não gosta de chamar atenção para si ou para sua família, se desaponte constantemente com seu filho já que ele é sempre chamado de maluco pelas pessoas da cidade em que vivem. Para complicar ainda mais a vida de Norman uma maldição está para mudar sua vida.
A cidade de Blythe Hollow tem uma lenda antiga de que uma bruxa vivia na cidade e quando os moradores a descobriram eles a prenderam e a acusaram à morte por enforcamento mas antes de sofrer sua pena ela jogou uma maldição na qual eles iriam sofrer mesmo após a morte. Agora no aniversário de 300 anos da morte da bruxa essa maldição está para se realizar, aonde os mortos iriam levantar e sofrer sem poder descansar em paz. Norman com sua habilidade de falar com os mortos pode ser então a chave para quando os zumbis se espalharem pela cidade no aniversário de morte da bruxa.
Eu gostei muito da sinopse e da ideia da história, pois mesmo sendo direcionada a crianças traz um protagonista em uma situação bem macabra se pararmos para pensar. O desenvolvimento da história é bem calmo dando tempo para conhecermos os personagens mas quando chegamos ao clímax! Aí sim a história fica realmente interessante. Ela me trouxe um final que confesso ter achado inesperado, com uma virada muito interessante que me prendeu até que eu pudesse ver como tudo terminava.
Várias cenas são engraçadas, seja por Neil, um colega de classe que tenta a todo custo ser amigo de Norman, Courtney a irmã superficial ou até mesmo a vovó Babcock que já é um fantasma mas ainda vive na casa de Norman e sempre tem um palpite para dar. A única coisa que me decepcionou muito no livro foram os recorrentes erros de português, acredito que uma melhor revisão seria suficiente para notar várias palavras escritas erradas e que muitas vezes tiraram a concordância da frase, quebrando um pouco o clima que o livro nos traz.
O livro foi adaptado do roteiro do filme que já está nos cinemas, ainda não tive a chance de conferir mas agora que li o livro estou bem mais ansioso.

 Nota: 3/5 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Resenha - O Clube dos Suicidas

Oi pessoal, tudo bem? Aqui estou eu pra trazer mais uma resenha de um livro que eu li durante a última semana. Esse livro eu comprei na Bienal e me chamou a atenção pelo título um tanto... curioso. Bom, eu espero que gostem!


Título original: The Suicide Club
Autor: Robert Louis Stevenson
Editora: Rocco
Páginas: 128

Sinopse: Um clube de candidatos ao suicídio que não têm coragem de realizar por si próprios o seu intento. Este é o tema dessa novela, uma extravagante história na qual o autor faz um minucioso levantamento dos costumes do século passado, conduzindo a ação com admirável desenvoltura e criando personagens inesquecíveis.






"O Clube dos Suicidas" é um livro de Robert Louis Stevenson, autor de outras obras famosas como The Treasure Island (A ilha do tesouro) e The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O  estranho caso do dr. Jekyll e do sr. Hyde / também chamado de O médico e o monstro). Então quando vi que ele era o autor desse livro fiquei ainda mais curioso para ler.
A história segue uma parte da vida do Principe Florizel e seu confidente, Coronel Geraldine, enquanto ele morava em Londres. Sempre a procura de aventuras nas suas horas vagas o Príncipe Florizel acabou se deparando um dia com um caso extremamente interessante, um homem que aparentemente não tinha nada a perder o apresentou esse tal clube dos suicidas, onde os integrantes são pessoas que buscam a morte mas não tem coragem de tirar a própria vida. Enquanto Florizel e Geraldine usam seus disfarces para conhecer mais desse clube eles tentam bolar um plano para impedir o dono do clube pois uma vez dentro vendo como tudo funciona fica claro que as mortes não passam de assassinatos e devem ser impedidas.
O livro é dividido em três partes, sendo cada uma com um personagem "principal" diferente, mas todos eles em algum momento interferem na história de Florizel. Na primeira parte eu achei interessante todas as cenas descritas dentro do clube e como as regras funcionavam mas devo dizer que a segunda foi a minha favorita.
O Sr. Silas é quem tem o grande destaque e as situações com ele são engraçadas e legais de acompanhar. Acho que gostei dele pois tenho algumas características em comum com o personagem, como o fato de ele ser tímido, por isso foi interessante ver como ele pensava e o porque fazia as coisas que fazia.
A escrita de Stevenson é simples mesmo sendo de um livro de "época", lembrando uma crônica, os fatos são expostos de um jeito misterioso e interessante mas sem rodeios. As vezes isso me incomodava por estar acostumado com livros que se aprofundam demais em simples detalhes mas não consigo reclamar disso pois o fato de ser escrito assim facilita a leitura, deixando ela fluir mais rápido e eu o li em pouco tempo.
As conversas entre os personagens são um charme à parte para mim, pois marcava várias frases enquanto lia o livro. Confesso que me apeguei aos personagens e gostaria muito que tivesse continuação pois com certeza acompanharia outras aventuras do Principe Florizel.

 Nota: 4/5 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Resenha - A Minha Versão da História

Oi pessoal, tudo bem? Faz um tempo que não apareço por aqui para trazer uma resenha de livro, a verdade é que ando lendo pouco ultimamente, então não tinha o que postar. Mas o livro que vou falar aqui me trouxe um animo de volta para a leitura, me envolvi totalmente com a história e por isso espero que os posts voltem por aqui. Espero que gostem.



Título original: My Side of The Story
Autor: Will Davis
Editora: Rocco
Páginas: 224

Sinopse: "A Minha Versão da História" é narrado pelo precoce Jaz, um jovem gay de 16 anos que não suporta os colegas de escola e vive brigando com a família. Mas, longe de inspirar piedade melodramática, Jaz faz o leitor rir com suas primeiras experiências, suas conturbadas relações com os pais e as constrangedoras sessões de terapia familiar. 






Dizem que a função de um livro é provocar alguma reação no leitor. Então já começo dizendo que classifiquei esse como o melhor livro que já li até hoje exatamente pelas reações que tive durante a leitura, eu ri, chorei e torci pelos personagens.
Logo no começo você se depara com uma narração diferente e única, feita em primeira pessoa, mas o protagonista Jaz tem 16 anos então usa muitas gírias e palavrões, além do fato de que as falas não possuem travessão. Tudo parece ser uma grande conversa com o personagem, ele nos conta no livro um parte da vida dele, e eu acho que foi isso que mais ajudou para que eu criasse uma simpatia pelo personagem.
Apesar de que desde o começo ele revela que não tá nem aí se você vai acabar gostando da história ou não, se você vai simpatizar com ele, porque eu confesso que em muitos momentos fiquei com raiva enquanto ele passava pelo momento em que todos vão passar uma vez na vida, a confusão dentro da própria mente por causa da adolescência, somado com o fato de não ser aceito por sua sexualidade.
Uma das "reações" que mais tive enquanto lia era rir, pois o livro é muito engraçado. O personagem não tem medo de expor o que pensa, o jeito de não se importar com o mundo, as coisas que apronta junto de sua melhor amiga Al são muito legais de acompanhar.
O autor abusa dessa intimidade com leitor, dá saltos no tempo não ligando para a cronologia dos fatos, pulando partes que considera desnecessárias mas tudo no final se encaixa. Eu ficava ansioso a cada página para saber como as coisas iriam terminar, e a leitura passou voando. 
Acho que a semelhança espelhada pelo personagem ajudou um pouco para que eu me interessasse pela leitura, além de que muitas situações ali mostradas se aproximam muito da realidade, como separação, morte e bullying mas a história é tão divertida que pareceu se desenvolver sozinha apesar de todo o clima pesado.
Reafirmo que virou meu livro favorito, e posso até classificar ele como meu "livro de cabeceira" porque com certeza planejo ler ele novamente.

 Nota: 5/5 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Resenha - A Vida em Tons de Cinza

Olá pessoal.
E vamos ver a nossa 1º resenha literária do ano! A vida em Tons de Cinza é um livro que se passa durante a 2º Guerra Mundial e que impressiona por nos trazer um lado da história que poucos conheciam.


Autora: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Ano de Publicação: 2011

Sinopse:
1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos.


A vida em tons de cinza escrito por Ruta Sepetys e publicado pela editora Arqueiro mostra a história de Lina Vilkas e sua família. Eles moram na Lituânia e a época é 1941, eles são forçados a deixar seus lares e embarcam em uma viagem onde o mais importante além da sobrevivência é a união.
Meados da 2º Guerra Mundial, o livro nos traz uma história que muitas vezes é esquecida, mas que marcou toda uma geração de famílias. Muitas pessoas na União Soviética foram obrigadas a deixar seus pertences para trás sendo transportados a lugares longínquos para trabalhar. E acompanhando Lina, seu irmão e mãe por essa viagem nós conseguimos ter uma ideia do sofrimento desse povo.
Por ser um livro “histórico” eu achei que teria uma linguagem difícil e maçante, mas a escrita da autora é suave e descompromissada, conseguindo passar os acontecimentos e sentimentos da garota de um modo que mal se percebe quantas páginas estão sendo viradas.
Para mim o livro conseguiu fazer com que eu sentisse um turbilhão de emoções enquanto estava ao lado da personagem. Torcia e lutava junto com ela em certas situações, ou até mesmo chegando a quase chorar quando vemos personagens que nos apegamos chegarem a um triste fim.
Os personagens são bem característicos, vemos as coisas do ponto de vista de uma garota de 15 anos e passamos a acompanhar sua mudança e amadurecimento ao longo do livro. Outra coisa que gostei na escrita da autora foi o fato de "intercalar" fatos que ocorriam com pequenas lembranças da personagem, o que dava mais ênfase para mostrar a diferença de como sua vida está e como ela foi um dia. E toda a estrutura da obra se mostrou incrível pois chegando perto de seu clímax vemos como toda a história foi bem trabalhada, e que fatos que nos são mostrados desde o início eram justamente as respostas para algumas perguntas que o livro ia nos deixando ao longo do caminho.
Confesso que esperava um pouco mais do final por ter sido algo que eu consegui prever, mas ele não desmereceu toda a obra. Além de representar famílias reais que por tanto tempo estiveram caladas o livro traz ótimas mensagens como a importância da união e que o amor pode sobreviver mesmo quando se parece impossível.

 Nota: 5 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Livros - Resenha - A Esperança

A Esperança é o 3º e último volume da série Jogos Vorazes fechando a saga da nossa garota em chamas.  Cuidado, por se tratar de uma saga o post a seguir contém spoilers dos livros anteriores. Se ainda não viu a resenha de Jogos Vorazes no blog clique aqui. Se você ainda não viu a resenha de Em Chamas no blog clique aqui.


Autor: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 424
Ano de publicação: 2011

Sinopse
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.




Após os acontecimentos de Em Chamas o distrito 12 não existe mais. Após sofrer um grande bombardeio os poucos sobreviventes fugiram para o distrito 13, que está reunindo reforços para uma futura guerra contra A Capital.
Katniss, a nossa garota em chamas nos mostra nesse livro o porquê conseguiu sobreviver até aqui. Ela sem ter consciência disso se tornou o símbolo de toda a rebelião, as pessoas seguem seus passos e sua imagem influência a todos. E o nosso garoto com o pão, Peeta, está em uma situação muito complicada desde o inusitado fim que o Massacre Quaternário teve.
Depois que a inevitável faísca explodiu em todos os distritos, sinais de guerra e de divisões tomam conta do livro e assim como diz em sua sinopse nós passamos a descobrir que a guerra pode ser muito mais voraz do que qualquer Jogo.
A trama foi muito bem criada durante os dois primeiros livros para que então pudéssemos chegar a esse grande momento. Momentos de indecisão e confusão que já vimos para que pudéssemos entender melhor os pensamentos de Katniss e seu amor por sua família e por Peeta, sua amizade por Gale e tantos outros grandes personagens.
Até mesmo personagens “secundários” são muito bem explorados pela autora, como Finnick e a equipe preparatória. Isso tudo mostra o cuidado com que a mitologia da série foi feita.
O mundo distópico criado por Suzanne Collins retrata um mundo em que o ser humano egoísta busca apenas se beneficiar independente se isso vá afetar os outros. Nesse aspecto não vejo esse mundo muito diferente do que vivemos. Por isso gosto tanto dessa história, que nos assemelha aos personagens  e de um jeito diferente nos faz pensar.
No fim das contas, toda a história nos mostra superação em busca de amor e carinho.
Me envolvi tanto com Jogos Vorazes que vejo que irei levar ela comigo por um longo tempo!

 Nota: 5 



 E que a sorte esteja sempre a seu favor! 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Livros - Resenha - Em chamas

Em chamas é o segundo volume da trilogia "Jogos Vorazes" e traz de volta Katniss, a garota em chamas. Cuidado, por se tratar de uma saga o post a seguir contém spoiler do livro anterior. Se ainda não viu a resenha de Jogos Vorazes no blog clique aqui.


Autor: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 416
Ano de publicação: 2011

Sinopse
Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.






Após os acontecimentos em Jogos Vorazes, em que Katniss e Peeta conseguiram sobreviver, parece que tudo está para se acalmar. Até que uma visita do Presidente Snow, o líder da Capital, vem para lembrar a nossa vencedora que mesmo tendo saído da Arena ela não está livre.
O que aconteceu como um impulso pareceu uma tentativa de rebelião aos olhos dos outros distritos e da própria capital. Agora Katniss tem que tomar cuidado com as suas atitudes, já que se de algum modo ela demonstrar estar se rebelando isso desencadearia uma revolução e possivelmente uma guerra.
Além de toda essa “tensão psicológica” que acompanhamos no segundo livro da série de Suzanne Collins, a autora nos mostra mais da incrível mitologia criada para esse universo, já que já se passou quase um ano e outra edição dos Jogos Vorazes estão por vir. Mas não qualquer edição dos Jogos, e sim o “Massacre Quaternário”, um tipo de comemoração de aniversário que ocorre a cada 25 anos.
O livro é tão intenso, se não dizer que mais, do que o anterior. A cada capitulo eu pesava junto com a personagem as atitudes tomadas por ela. Cada sorriso, palavra ou gesto poderia mudar todo o rumo da história! E isso me deixou tenso, e quando você acha que está perto de acabar, chega o “Massacre” que nos surpreende mais uma vez.
A descrição desse novo jogo, da nova arena e do que os novos participantes tem que enfrentar é incrível. Além, de revermos situações e personagens que já nos foram apresentadas no primeiro livro, que de certo modo já sabemos como funciona, mas exatamente por isso eu ficava ansioso sobre quando e como eles iriam acontecer.
A escrita da autora é muito viciante, fazendo que você passe as páginas sem perceber e que um capítulo puxe a outro e você não tenha vontade de largar o livro. Os personagens tão cativantes e com personalidades tão fortes fazem novamente com que você se apaixone e torça junto deles, faça seus inimigos junto da protagonista e prenda o fôlego em seu clímax.
E o livro acaba justamente no seu auge, fazendo com que a leitura de seu terceiro e último livro seja obrigatória.

 Nota: 5 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Livros - Resenha - Jogos Vorazes


Jogos Vorazes é o livro do momento isso todos tem que concordar. E além de uma sinopse interessante, capas simplesmente lindas e um gênero que está tomando muito espaço ultimamente a indicação desse livro por amigos foi muito grande. E eu li, e só me arrependi de não ter feito isso antes.


Autor: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 397
Ano de publicação: 2010

Sinopse
Katniss escuta os tiros de canhão enquanto raspa o sangue do garoto do distrito 9. Na abertura dos Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss. Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?... Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Jogos Vorazes de Suzanne Collins é uma Distopia. Os livros distópicos se caracterizam principalmente pela submissão da sociedade ou quando a mesma está sob controle de algo ou alguém.
Na história futurista os EUA ruíram e em seu lugar foram construídos 13 distritos, após um tipo de guerra civil “A Capital” (Tipo de governo) decide criar os Jogos Vorazes, um reality show sangrento para mostrar quem está no comando. Para os Jogos cada Distrito manda 2 participantes, um garoto e uma garota que tem entre 12 e 18 anos. Os participantes são colocados em uma arena e a regra geral é “o ultimo sobrevivente vence!”.
Muitos dos distritos estão na miséria e perecem por fome e pobreza, por isso muitas vezes os Jogos é a única solução que o distrito encontra para garantir uma boa vida já que o vencedor além de fama garante 1 ano de alimentação para a sua população.
E é no meio desse mundo que Katniss Everdeen vive. A protagonista da história mora no Distrito 12, o mais pobre deles, e acaba indo participar dos Jogos deixando sua mãe e irmã além de seu melhor amigo Gale, para trás. O outro participante de seu distrito é Peeta, um garoto que ela nunca reparou direito, mas que começa a ver de outra forma depois que descobre que ele sempre foi apaixonado por ela.
Agora o garoto que ela deveria enfrentar na arena pode ser a sua única chance de sair de lá com algum tipo de honra.
Me desculpem se essa “introdução” foi grande demais. Mas é que o mundo criado por Collins foi tão bem feito, no qual para tudo há uma regra, uma conseqüência, uma história. Tudo muito bem construído que garante que o leitor se imagine fazendo parte da história, pesando cada ação da personagem, permitindo com que você se emocione junto com ela e prenda a respiração quando alguma cena forte está acontecendo.
O livro me fez ficar acordado até muito tarde várias vezes pois mesmo que estando cansado a história me prendia e não conseguia largar até terminar um capítulo, e mais outro e mais outro...
Como vocês podem ver ele tem um lado “sombrio” e mais pesado pois afinal de contas os protagonistas dos jogos são crianças e adolescentes que lutam até a morte! Mas a leitura me surpreendeu pois eu achei que devido a divulgação do livro ele seria muito violento. Mas não é assim já que só metade dele se passa de fato nos Jogos.
O modo como esse mundo distópico é apresentado me agradou muito pois de uma maneira natural o leitor vai se acostumando com termos e situações.
A mensagem que o livro passa também é muito interessante. Além de o foco das distopias que é mostrar a facilidade com que deixamos nossas vidas ser controladas por alguém que não nós mesmos, que nossas opiniões não devem ser ouvidas e abaixamos a cabeça e aceitamos o que nos vem. Ele nos mostra a importância da família, uma amizade verdadeira, mas acima disso tudo o livro nos mostra que podemos ser capazes. Que nós temos tudo para nos deixar enfraquecer, mas ao contrário disso devemos lutar para conseguir o que queremos!
Eu realmente amei esse livro, que é o 1º de uma trilogia.

 Nota: 5 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Resenha – Book tour - A morte do cozinheiro


O livro de Allan Pitz foi o sexto livro que eu recebi no Book tour do Selo brasileiro.

Autor: Allan Pitz
Editora: Above
Páginas: 80
Ano de publicação: 2011

Sinopse
Palavras do autor: "Nesse livro em especial não me prendi a nada; fiz como fazia nos palcos: montei um personagem e deixei fluir tudo na sua sintonia. O protagonista, Luiz Aurélio, encontra-se num estado de perturbação mental contínuo: não existe mais verdade ou ilusão; existe a sua realidade tragicômica tosca de perdas super valorizadas e ciúmes." Apresentação do livro: É verdade, eu matei o cozinheiro. Em momento algum deste livro negarei que matei o sórdido cozinheiro com minhas próprias mãos de escrever versos. Havia motivo claro em saciar-se com a sua morte, morte de quem por carne e gozo objetou-se ao incomensurável amor que me tornava tão puro. Eu estripei-o com suas facas imundas de trabalho banal, e escalpelei por mimo infantil, de criança brincalhona, ao ver os índios e escalpes na TV. Matei o demônio com noventa facadas, cultivando um novo demônio sanguinário em mim, portanto não negarei ter feito a coisa mais maravilhosa que eu poderia fazer por minha inconsequência gloriosa naquele momento: Eu matei o cozinheiro.

O nosso protagonista, Luiz Aurélio fica revoltado e indignado depois de terminar seu relacionamento com Carmem, a quem ele descreve sempre como dona de uma incrível beleza e perfeição. Ela agora está junto de um cozinheiro e ele tem motivos para acreditar que deve protegê-la desse novo namorado que não parece ser tão bondoso como todos dizem.
Só não digo mais detalhes sobre a história pois o livro é realmente curto, o que por um lado é benéfico por outro peca, já que essa história poderia ter se desenvolvida de uma maneira mais elaborada. Mas a forma como foi criada não é ruim. Conduz o leitor de uma maneira quase que impulsiva, já que o livro é “pequeno” o tempo de leitura dedicado a ele passa sem ser percebido.
O estilo do autor é singular. Pois, mesmo que em uma narração de pensamentos e fatos não deixa de ter um toque poético, uma escrita que confesso não ter visto em outro livro e que me agradou bastante.
A morte do cozinheiro não é um livro de estilo investigativo, no qual tentamos ao longo da história descobrir quem matou o tal cozinheiro. O assassino conta que cometeu o crime logo no início, narrando ele mesmo a história. O que me leva a outro ponto, o da veracidade dos fatos dentro da história. Já que ele é narrado em 1º pessoa não temos um vislumbre do que se passa na cabeça das outras personagens e não sabemos “quem diz a verdade” o que abre múltiplas interpretações para seu final.
Um livro de qualidade que vale ser lido e acima disso admirado.

 Nota: 3 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Resenha - Book tour - Doença e cura

Doença e cura foi o quinto livro que eu recebi pelo Book Tour do Selo Brasileiro. 


Autor: Fabian Balbinot
Editora: Alcance
Páginas: 256
Ano de publicação: 2010

Sinopse
Em um submundo de sombras e poder, onde os vampiros são reais, surge uma entidade desconhecida, que perambula em uma incansável busca pelo sangue eterno dos mortos-vivos, enlouquecendo-os com pavores semelhantes aos que eles costumam infligir aos seres humanos, e usando os próprios humanos como iscas para atraí-los...





A história de Doença e Cura é singular, isso eu afirmo. O autor nos traz uma nova “raça”, uma espécie de Anti-vampiro. Essa criatura estaria, na cadeia alimentar acima dos vampiros, se alimentando deles. Como o autor gosta (e insiste) de deixar claro que os vampiros são como uma doença para o mundo e essa nova raça vem com o intuito de ser uma cura, aniquilando os vampiros.
O livro tem um toque muito trash. Com cenas descritas de maneira seca e sem receio. Seja mostrando a dor dos personagens ou os delírios deles. Confesso que as vezes isso me desconcentrava pois em certas partes o “toque” trash era imenso, o que me fazia sentir um certo desconforto na leitura.
A escrita do autor não me prendeu muito, sentia necessidade de parar a leitura diversas vezes para que conseguisse continuar. Pontos excessivos, parágrafos desnecessários e reticências foram utilizados em excesso, e mesmo que seja uma característica da escrita do autor em certo ponto me dava agonia, não sei se era essa a intenção, mas o corte de pensamento me vinha com essa estrutura de escrita.
Volto a dizer que a idéia do livro me pareceu muito boa e interessante, mas a obra como um todo não me cativou. Pode se dar ao fato de que eu não estou acostumado com esse tipo de literatura ou até mesmo de que eu não sou o público alvo para o qual o escritor quer se dirigir em sua narrativa.
Por isso eu acabo indicando a leitura desse livro não porque me fascinou, mas para que cada um possa ver com os próprios olhos essa bizarra obra e enfim saber se os incômodos pelo qual eu passei foram devidos a essas questões de gosto pessoal.

 Nota: 2 

domingo, 31 de julho de 2011

Resenha – Book tour – Draco Saga: O Despertar (Vol.1)

O quarto livro que recebi do Book Tour do Selo brasileiro foi “Draco Saga: O despertar (Vol. 1)” de Fábio Guolo. Trata o “tema” “dragões” e mostra os humanos de uma outra perspectiva. Uma visão que nunca havia notado e que com certeza foi o ponto que mais me agradou.

Autor: Fábio Guolo
Editora: Edição do autor
Páginas: 254
Ano de publicação: 2010

Sinopse
Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que sua sociedade e sua cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter. A praga, porém, somos nós. Humanos, mortais, gananciosos, sedentos por poder e riqueza em um mundo novo. Mundo este já anteriormente dominado por seres de inteligência muito superior que nos permitiram viver em paz em seus domínios por muito tempo. No entanto, não valorizamos a liberdade que nos fora dada. Agora o preço a pagar pode ser alto demais! Compre ou saiba mais em: http://dracosaga.blogspot.com/

O personagem principal de nossa história tem uma vida boa em seu mundo, porém acorda de um coma e vê que o seu mundo fora completamente mudado. Os territórios em que habitava foram tomados pouco a pouco por uma praga que surgiu de outro mundo distante do multiverso. Essa praga tem atitudes primitivas e pouco desenvolvidas. São ambiciosos e inconsequentes. O nosso personagem principal, Dryfr é um Draco e a tal praga é a raça humana.
Ele acorda como se tivesse passado apenas uma estação hibernando mas ao visitar o seu grande  mestre descobre que esteve ausente por um longo período de tempo e que durante o seu sumiço muito havia mudado!
Achei interessante ver a raça humana de outra perspectiva. Um ponto de vista superior e totalitário. Que vê a inconsequência de nossos atos e faz algo a respeito.
O comportamento é com certeza o ponto forte da obra. Como nos rendemos a crenças e dominações que passaram de geração em geração e não são questionadas, pelo contrário, apenas fortalecidas.
Os dracos que são as criaturas mais poderosas existentes, conseguem utilizar a mana da melhor forma possível e estão no topo da cadeia alimentar se vangloriam de seus atos o que  os torna arrogantes, e que resulta em situações desastrosas. Mas a interferência dessa raça na cultura draconiana também aconteceu. O que transformou criaturas lógicas e sábias em seres emotivos e impulsivos.
Toda a mitologia da série foi muito bem planejada pelo autor. Um exemplo: os nomes dos personagens. Que são difíceis de se pronunciar (coisas que acredito somente um Dragão conseguiria dizer).
Realmente gostei da história e estou ansioso para ler a sua continuação.

 Nota: 4 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Resenha – Book tour – Ethernyt: A guerra dos anjos

O terceiro livro do Book Tour do selo brasileiro. Com uma história envolvente, personagens carismáticos e muito bem escritos que nos levam em uma guerra pela disputa de nada além do que o futuro da humanidade.

Autor: Márson Alquati
Editora: Giz Editorial
Páginas: 448
Ano de publicação: 2009

Sinopse

A contagem regressiva para o Fim dos Tempos já foi iniciada e não pode mais ser contida...
Quando o agente especial Rafael Thomas aceita o encargo de investigar a morte de um diplomata estrangeiro em solo brasileiro, ele não imagina no que está se metendo. Aos poucos, a verdade vai surgindo e ele descobre que por trás daquele crime encontra-se uma poderosa seita de fanáticos, cuja única pretensão é valerem-se de uma antiga profecia apocalíptica para deflagrarem o Armagedon Bíblico.
Começa então, uma incrível caçada pelos quatro cantos do globo, onde Thomas e os Escolhidos acabam envolvendo-se com sociedades secretas milenares, rituais macabros, mistérios e enigmas, assassinatos, perseguições, tiroteios e batalhas épicas de tirarem o fôlego. Até depararem-se com uma terrível revelação: Anjos e Demônios existem, são reais e estão prestes a destruírem a Terra na batalha definitiva entre o Bem e o Mal.
Muita ação, suspense e aventura em uma história repleta de temas polêmicos, que vão desde a origem da Raça Humana, os grandes mistérios da antiguidade e o advento das religiões, até a existência de vida extraterrestre, culminando em uma visão sombria sobre o destino da humanidade... 


Em Ethernyt nos é apresentado Thomas, um agente da polícia federal brasileira e que é encarregado de investigar o assasssinato do embaixador da França e sua esposa no Rio de Janeiro. O que parece ter sido obra de uma estranha seita satânica esconde muito mais do que ele pode imaginar. Ao lado de Desirée, uma agente francesa e Barrabás, um jovem sem memória e possivelmente a única pessoa que pode lhes ajudar e que parece ter algum tipo de envolvimento no caso. Eles viajam mundo afora para tentar decifrar essa incomum morte, mas acabam envolvidos em muito mais do que imaginavam.
Com uma trama bem envolvente Ethernyt nos cativa e nos faz torcer por seus personagens, dar risada e ficar com raiva quando tomam alguma atitude precipitada.
Traições, viagens ao redor do mundo e batalhas (muitas batalhas) aparecem no livro. O que ainda não me decidi se é um ponto bom ou ruim. Por um lado o livro não deixa a desejar nas tramas, mas pelo excesso de acontecimentos tende a ser um pouco cansativo. Um ponto positivo em minha opinião é a descrição em 3º pessoa que acompanha os personagens aonde quer que estejam. Sendo que assim se eles se separam sabemos o que acontece com cada um, de forma quase que “simultânea”.
Gosto quando obras fictícias pegam pontos verídicos da história da humanidade e o transformam para que se adaptem a sua “versão”. Pois assim temos uma mitologia muito bem construída e que aproxima ainda mais o leitor. E isso acontece em “Ethernyt”, o autor nos dá explicações de como a terra foi povoada até mesmo o uso de alguns símbolos aplicados hoje em dia, mostram as interferências dos “anjos” na formação dos reinos antigos e como manipulavam a ponto de chegarmos ao mundo que conhecemos hoje.
O final me deixou revoltado, pois nos revela segredos da história que estavam lá o tempo todo e nunca passaram pela minha mente.
Acho difícil falar sobre Ethernyt sem revelar algum spoiler por isso encerro por aqui só dizendo que mal posso esperar para ler a sua continuação, que já está disponível nas livrarias.

 Nota: 4 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Resenha - Book Tour - "Estigmas da luz"

Estigmas da luz é o segundo livro do Book Tour do Selo brasileiro e posso dizer que realmente me surpreendeu.
Autora: Liana Cupini
Editora: Above
Páginas: 320
Ano de publicação: 2010

Sinopse 

 Aurora é uma garota que apenas deseja ter uma vida normal, depois de ter passado os últimos dois anos internada em uma clínica para o tratamento de uma doença enigmática. Ela acorda de um sonho estranho, e se vê em um lugar diferente, uma ilha misteriosa cercada de desconhecidos. Seu irmão gêmeo, Tomas, que sempre se sentiu um prisioneiro na horrível clinica, vê naquela fuga a salvação, mas a reação da irmã ao descobrir seu plano é a pior possível e isso pode colocar tudo em perigo. Eles conhecerão Sarah, a chefe do Sentinela, que é apenas uma menina. E Gale, dono dos olhos verdes que guiaram a Aurora em seu sonho, e que logo conquista a amizade e confiança da garota. Mas nada naquela comunidade parece ser normal. Tomas terá que provar para a Irmã que o impossível pode acontecer bem diante dos olhos dela, mesmo que ela ainda não consiga roubar as cores como ele. E o que para uns é um dom, para outros é maldição. Segredos, mentiras e pecados por anos escondidos do mundo terão de ser revelados, agora que a luz foi despertada. “Descubra os Segredos Celestiais, descubra um novo mundo”

O livro conta a história de Aurora (Lola para os íntimos) e seu irmão gêmeo Tomas. Na aparência física os dois pouco se parecem. Ele puxou a mãe com a pele e olhos claros e seu cabelo loiro, ela puxou seu pai descendente de índios e com uma pele morena e olhos castanhos.  São melhores amigos e quase nunca se separam. Por conta de uma doença eles viajam até uma clinica nos Estados Unidos para fazer um tratamento. Porém o tratamento parece não chegar ao fim e eles se vêem cada vez mais distantes de sua familia e com uma sensação de que estão presos.
Ao ter a verdade revelada a Tomas ele foge da clínica e leva Lola junto com ele. A descoberta de poderes pode mudar a amizade com o irmão, ainda mais quando ele parece acreditar e confiar em pessoas que mal conhecem.
O livro traz uma temática “nephilim” pois trata desses seres meio homens meio anjos, mas o poder de Tomas e sua irmã são diferentes e eu acredito que esse toque de diferencial esteja em falta hoje em dia no mercado literário, pois parece que os autores tem medo de arriscar e colocar algo novo e diferente, preferem ficar na zona de conforto. Confesso que quando descobri eu fiquei olhando indignado para o livro pensando “Como assim?” achei meio sem sentido e desanimei um pouco. Mas dei a chance ao livro e não me arrependo.
A autora nos dá quase que uma aula para que possamos entrar no clima da história mostrando o cuidado que teve ao criar esse universo novo e cheio de detalhes, que muitas vezes nos remetiam a fatos históricos e viagens pelo mundo.
Personagens surpreendem pois como mal os conhecemos eles podem ter seus motivos secretos que muitas vezes não são para o bem dos protagonistas, então posso dizer que comecei torcendo para um time e terminei do lado de outro.
A única coisa que me incomodou (e muito) foram os erros de digitação. Parece que o livro não teve uma revisão e se isso aconteceu foi mal feita. Espero que em outras edições do livro (A que li foi a 1º edição) isso possa ser reparado pois uma história tão boa não pode se deixar rebaixar por uma motivo desses.
O livro faz parte da série “Luz e Escuridão” e me deixou com um gostinho de quero mais. O final não é daqueles “cortados ao meio”. O livro tem um final. Mas tem um ótimo gancho para que possa suceder ótimas continuações.

 Nota: 4 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Livros - Filmes - Resenha - "A garota da capa vermelha"

 "Quem tem medo do lobo mau?" 

O clássico conto de Chapeuzinho Vermelho teve recentemente sua adaptação para os cinemas, tomando traços mais sombrios e ousados. Acentuando romances, mortes e mistérios que passam despercebidos em sua versão infantil e que foram muito bem aproveitados. O livro é uma adaptação do roteiro do filme e tenta fazer sucesso com os já desgastantes romances sobrenaturais que hoje em dia aparecem aos montes. Essa resenha vai ser um pouco diferente, no estilo “2 em 1” pois eu acabei de ler o livro e pude assistir o filme então não conseguirei evitar comparações.






A garota da capa vermelha (Red Riding hood)

EUA, 2011
Direção: Catherine Hardewick
Elenco: Amanda Seyfried, Shiloh Fernandez, Max Irons, gary Oldman, Virginia Madsen, Billy Burke.










Autores: Sarah Blakley-Cartwright, David Leslie Johnson
Editora: iD
Páginas: 359
Ano de Publicação: 2011

Sinopse

O corpo de uma garota é descoberto em um campo de trigo. Em sua carne mutilada, marcas de garras. O Lobo havia quebrado a paz. Quando Valerie descobre que sua irmã foi assassinada pela lendária criatura, ela acaba mergulhando de forma irreversível em um grande mistério que vem amaldiçoando sua aldeia por gerações. A revelação vem com Father Solomon: o Lobo habita entre eles — o que torna qualquer pessoa do vilarejo suspeita. Estaria Peter, sua paixão secreta desde a infância, envolvido nos ataques? Ou seria Henry, seu noivo, o Lobisomem que assola as redondezas? Ou, talvez, alguém mais próximo? Enquanto todos estão à caça da besta, Valerie recorre à Avó em busca de ajuda; ela dá à neta uma capa vermelha feita à mão e a orienta através da rede de mentiras, intrigas e decepções que vem controlando o vilarejo por muito tempo. Descobrirá Valerie o culpado por trás do lobo antes que toda a aldeia seja exterminada? A Garota da Capa Vermelha é uma nova e arrepiante versão do clássico conto. Nela, o final feliz poderá ser difícil de ser encontrado.

Valerie é uma jovem deslocada de seu mundo. Sua irmã Lucie é um modelo de perfeição em beleza e amizade.  Vivem junto aos pais no vilarejo de Daggorhorn que é atormentado por um lobo. Os cidadãos do vilarejo oferecem todo mês em sua lua cheia um sacrifício na tentativa de manter paz com a fera. O lobo quebra o acordo de paz ao matar a irmã de Valerie. Isso traz revolta aos cidadãos e faz com que todos estejam dispostos a ir atrás de vingança.

Valerie e seus pais

Ela está prometida em casamento com Henry o “ferreiro” mas tem um amor de infância por Peter o “lenhador”, o triangulo está formado. O “father” Auguste pede ajuda de Father Solomon um lendário caçador de criaturas da noite. Logo ao chegar no vilarejo conta algo que deixa Valerie e a todos de cabelos em pé o Lobo é alguém que vive entre eles, esse lobisomem sempre viveu discretamente e por algum motivo parece ter uma ligação com Valerie.

Amanda Seyfried como Valerie

O livro é dividido em 4 partes. A 1º parte serve de introdução a estória trazendo as apresentações dos personagens e seus costumes. A 2º parte introduz Father Solomon o caçador de Lobisomens que chega para ajudar na busca. A 3º parte traz o clímax, a melhor parte do livro. Com uma bem pensada jogada de marketing a 4º parte chamada de “Capitulo bônus” não se encontra no papel e só foi lançado depois de o filme ter estreado nos cinemas. No qual traz a grande revelação de quem é o lobo e o desfecho desse conto sem fadas.

Max Irons como Henry

Confesso que pensei em largar o livro. As 2 primeiras partes me pareceram maçantes e com um desenvolvimento lento. Não sei se estou cansado de romances no momento ou se a escrita realmente não me cativou. Acredito que tenha sido um pouco dos dois. Afinal as apostas de trazer clássicos dos irmãos Grimm mais próximos de seus originais me interessou pois os aclamados “contos de fadas” eram histórias de lição de moral cheias de sangue, sexo e mortes. Foi então que no fim da segunda parte começaram as tão esperadas cenas de ação, com direitos a cânticos conhecidos como “quem tem medo do lobo mau” e frases que me trouxeram nostalgia como “que olhos grandes você tem”.

"Estou indo para a casa da vovó!"

Os personagens nos livros são mais bem aproveitados e aprofundados. A quem só assistiu o filme duvido que saiba o nome das três amigas de Valerie que mudam de lado toda hora e confundem o expectador.

Os nomes delas são Roxane, Prudence e Rose!

Achei estranho gostar mais do livro pois nesse caso o inverso ocorreu. Um livro adaptado de um filme. Mas acredito que assim como pensaram em deixar o final no filme também pensaram em deixar o passado dos personagens para o livro. Portanto para quem quer se aprofundar no conto procure ambos, um servindo de complemento para o outro.

"Que olhos castanhos você tem!"
Amei a fotografia do filme, muito cativante. A trilha sonora me chamou a atenção com músicas intensas que retrataram bem as situações passadas. O desenvolver da trama me agoniou pois parece tudo apressado, atropelado. Mas isso faz com que o filme acabe e você nem perceba que já se passaram duas horas. Para quem pensa em fazer comparações com a outra famosa obra de Hardwick “Twilight” pense bem. Além de a história retratada ser totalmente diferente o enfoque é outro. A única comparação que aceito é o fato de ser um “triangulo amoroso sobrenatural” e Billy Burke fazer o papel de pai das protagonistas em ambas as obras.

Shiloh Fernandez como "Peter o lenhador"!

Só me desapontou o fato de o filme ter parecido tão superficial. Pois quem acompanhou a trama no livro vê como a protagonista se sente e porque age daquele jeito. No filme ela e outros personagens repetem falas (não sei se para enfatizar ou por falta de criatividade). Fica difícil não criticar um filme depois de ter imaginado uma cena descrita sanguinolentamente e ela ter sido censurada na tela.


Outros posters:



Trailer:



Notas:
 Filme: 3
 Livro: 4 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Entrevista - Carolina Estrella

Nós fizemos uma entrevista com a escritora Carolina Estrella autora do livro Garota apaixonada em apuros.
Você pode conferir a resenha desse livro no nosso blog aqui.

Nossa primeira entrevista foi bem legal e aqui está ela:



Nome: Carolina Estrella
Idade: 23 anos
Cidade natal: Rio de Janeiro
Autora de: Garota apaixonada em apuros 


- Quando você descobriu o gosto pela escrita?
Na verdade o gosto pela escrita foi em consequencia da descoberta de meu gosto no meio artístico. Sempre gostei de fazer teatro e de observar as novelas e filmes.
Aliás, gostava mais de ver tv do que de ler, porém ao entrar na faculdade de jornalismo passei a gostar de escrever colocar as minhas ideias no papel. Eu tenho uma imaginação muito fértil então precisava por os pensamentos para fora e deste jeito descobri o meu gosto pela escrita há uns 3 anos.


– Em que você é parecida com Gabi? 
Bom, eu fiz a Gabi inspirada em minha vida, ou melhor em minha adolescência então acho que posso me considerar a Gabi rs

– Como surgiu a idéia de escrever “Garota apaixonada em apuros”? Teve alguma dificuldade ou bloqueio criativo? O que mais te inspirava?
Eu sempre quis escrever um livro, mas nunca tive paciência e concentração, por isso treinava em meus diários desde que tinha 11 anos. Pensei em escrever sobre uma jovem no vestibular foi assim que comecei, mas depois vi que não tinha sentimento naquela história. Até que pensei em escrever sobre minha vida e deu certo. Abri meus diários da época, remexi nas cartinhas do Nelson para mim e criei uma base sólida e verdadeira para o livro. Depois foi só criar e pesquisar em outros livros para facilitar na escrita. Na época eu não tive bloqueio, porque me forcei a escrever. Me prometia chocolates e filmes que mais gosto em troca de 10 páginas!
Coisa de maluco, mas funciona! Acredite...

– Quais foram as dificuldades para poder lançar o seu livro?
Foram tantas... A primeira foi decidir que editora procurar e se eu queria esperar o tempo de resposta delas. Resolvi seguir em frente e enfrentar o mercado editorial sozinha. Publiquei meu livro sem editora, somente com a ajuda de um designer e de uma agente literária. Juntos fizemos a editoração, revisão, registramos o livro e montamos o lançamento. O resultado tem sido incrível. As pessoas estão adorando e muitos nem acreditão que eu não tinha editora. 
E depois de tanto batalhar na net consegui um contrato com a Matrix editora que tem bem o perfil do meu livro. Porém a pior parte foi bater de livraria em livraria pedindo para vender meu livro. Algumas aceitaram outras não! E por fim constatei que a melhor coisa para não se estressar é arrumar uma boa editora que faça pelo menos a distribuição para você. O resto é mão na massa e livros na mesa! rs

– Você fará uma continuação das histórias de Gabi?
Sim. Inclusive já estou escrevendo. Pretendo lançar uma série da Garota apaixonada. 
Gabi ainda é novinha e tem muito o que passar para seus leitores. Ela vai passar por situação de amigos com drogas, traições, vestibular,mortes, faculdade, novo amor?, e por fim o casamento.
Só que isso tudo ainda é segredo :x

– Pretende escrever outras histórias? Pode nos contar um pouquinho sobre como elas vão ser?
Estou com uma ideia ainda em escreve um livro sobre Clara a irmã de Gabi, mas isso ainda será muito bem pensado. 
Pretendo seguir a linha infanto-juvenil que é maravilhosa!

– Qual a sua parte favorita do livro?
A quando Gabi consegue finalmente o grande beijo no final.

– Quais são os seus livros/autores favoritos? Quais você indica?
Tenho várioas, mas a minha musa inspiradora é Meg Cabot e JK Rowlling.
Um livro que mexeu muito comigo foi Orgulho e preconceito da Jane Austen. Essa é minha indicação!

Muito obrigado por ter aceitado fazer essa entrevista! Muito sucesso com o seu livro!
E para quem quiser saber mais sobre a Carolina Estrella ou quiser adquirir o livro pode acessar o blog dela:
Carolina Estrella*
www.blogdaestrella.com.br
www.garotaapaixonadaemapuros.blogspot.com